O Brasil não precisa escolher entre cuidar da natureza e prosperar.
Essa falsa escolha nos foi vendida por décadas, e o resultado está à vista: quase metade do esgoto do país corre sem tratamento para rios e praias; mais de mil e quinhentos lixões seguem abertos, dezesseis anos depois da lei que mandou fechá-los; e o produtor que cumpre a lei é tratado como suspeito, enquanto uma pequena minoria de criminosos destrói o que é de todos.
Cuidar do meio ambiente nunca foi monopólio de um lado da política. O rio que passa atrás de casa, o ar que a criança respira e a terra que alimenta a família não têm partido. O meio ambiente é de todos os brasileiros: de quem mora na cidade e de quem vive no campo, dos povos indígenas, das comunidades negras e quilombolas, do ribeirinho e do agricultor.
Nós, que assinamos esta carta, viemos do campo e da cidade. Somos produtores, técnicos, pais e mães que querem deixar aos filhos um país mais limpo do que o que receberam. Acreditamos que conservar é um valor conservador, porque quem ama a sua terra cuida dela. Por isso, no dia 25 de outubro, votaremos em Flávio Bolsonaro.
Conservar é limpar o rio, começando pelo esgoto.
A maior agenda ambiental das últimas décadas não teve palanque internacional. Foi o Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2020 no governo Bolsonaro, com a meta de levar água a 99% e esgoto tratado a 90% dos brasileiros até 2033. Esgoto tratado é rio com peixe, praia sem contaminação e criança que não adoece.
Conservar é fechar os lixões, de verdade.
O prazo para fechar os lixões venceu em 2014 e, depois de adiado, venceu de novo em 2024. Enquanto isso, o chorume envenena o solo e a água, e famílias de catadores trabalham sobre o lixo. Lixo no lugar certo vira recurso: aterros regionais, reciclagem que paga o catador e biogás que vira energia.
Conservar é cuidar do solo e confiar em quem produz.
Quem vive da terra sabe que o solo é o seu maior patrimônio. Solo coberto, plantio direto bem feito e integração entre lavoura, pecuária e floresta seguram a chuva, recarregam as nascentes e rendem mais na seca. Com assistência técnica e crédito, os 33 milhões de hectares de pasto degradado podem voltar a produzir, sem derrubar uma árvore.
Conservar é pagar a quem preserva.
Quem mantém a mata em pé, recupera uma área degradada ou protege uma nascente presta um serviço a toda a sociedade e deve ser pago por isso. A floresta em pé precisa valer mais do que a derrubada, e isso se consegue com incentivo, não com discurso.
Conservar é punir o crime, não o produtor.
O desmatamento ilegal tem endereço: cerca de 0,6% dos imóveis rurais concentram mais de 80% da área desmatada no país. Apoiamos a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029, com satélite, inteligência artificial e ação coordenada do Estado contra a grilagem, o garimpo ilegal e o crime organizado.
Conservar é ter coragem de começar de novo.
Todo governo, de qualquer lado, teve acertos e erros, e o Brasil aprendeu com uns e com outros. O passado serve para ensinar, não para aprisionar. O Brasil merece a chance de fazer diferente, e nós queremos dar essa chance.
“Queremos ver o dia em que cuidar da natureza deixe de ser bandeira de um partido e volte a ser o que sempre foi: um dever de todos os brasileiros.”
Esse dia não depende de milagre. Depende de metas com prazo, de números públicos e de um governo que aceite ser cobrado pelo que entrega. E começa no dia 25 de outubro.
Se você também acredita nisso, assine esta carta, compartilhe-a e vote.
